terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

A REINVENÇÃO DOS AFECTOS


Reinvente-se o amor,
a paz, a tolerância.
Reinventem-se os herois,
e os amigos.
Reinvente-se a mulher,
a ternura, os afectos.
Reinventem-se as formas e
a destruição das armas
Reinventem-se os déspotas e
os despojados
Reinventem-se os traficantes
a carne e a droga
Reinvente-se a vida
os mortos e os famintos
Reinvente-se o poder
o estado e as suas ausências
Reinvente-se tudo,
ou quase
E agora, reinventamos o quê?
Nada
Absolutamente nada
Porque agora
É urgente
é imperioso
descobrir um mundo
admiravelmente
novo
sem amarras
sem profetas
e oprimidos
e charlatães

IMAGEM TIRADA DAQUI

3 comentários:

IS disse...

Atrevo-me a dizer que este poema é lindo. A reinvenção das coisas faz-nos evitar cometer os mesmos erros. Reivente-se o universo...
Parabéns pelo Blog.
Ivone Soares

poesia disse...

Obrigado pelo incentivo! Vamos ver

Sereia disse...

A partir do momento que senti este vício, reinventei-me de tudo e de todos.
E no final...reinventei-me de mim mesma nesta amalgama de sentimentos e sensaçoes.

Beijo..reinventado