
No miolo das palavras
antecipo o sabor e o cheiro
de poemas intactos
desertores forçados
abandonados no tempo
de visibilidade nebulosa
invadidos pelo desalento
pelo medo e pelas armadilhas
de adjectivos à solta
barricados nas fronteiras
da linguagem blindada
opaca e obscura
rasgo entranhas
de pensamentos ociosos
cinzentos e incoerentes
ambíguos e frios
ausentes também
polvilhados de mágoas
percorrendo corpos
vasos e tecidos
à procura dum poema
refugiado no sangue
dum sobrevivente
doador de sonhos
antecipo o sabor e o cheiro
de poemas intactos
desertores forçados
abandonados no tempo
de visibilidade nebulosa
invadidos pelo desalento
pelo medo e pelas armadilhas
de adjectivos à solta
barricados nas fronteiras
da linguagem blindada
opaca e obscura
rasgo entranhas
de pensamentos ociosos
cinzentos e incoerentes
ambíguos e frios
ausentes também
polvilhados de mágoas
percorrendo corpos
vasos e tecidos
à procura dum poema
refugiado no sangue
dum sobrevivente
doador de sonhos
2 comentários:
Agry
belo, forte e profundo poema!
"...barricados nas fronteiras da linguagem blindada..."
um abraço e o meu sorriso :)
mariam
E sonhar nao é proibido, não importa sequer a dimensao do sonho!
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