segunda-feira, 24 de agosto de 2009

EXPRESSO DO ORIENTE

a magia em carris
nos apeadeiros da ternura
e de olhares cúmplices
falámos do presente
de amor e de projectos
de afectos e viagens
do tempo, do que fomos
do que seremos
do nascer e morrer
a todo o instante
parados, de mão dada
na confusão dos sentidos
reconstituímos
e tropeçámos no amor
em curtas viagens
salpicadas de esperança
percorremos a paisagem
de emoções e silêncios
acordados em sonho
escavados na medula
das paixões
de desejos adiados
na magia do encontro
no expresso do oriente
tão próximo e tão distante
no estremecer da noite

2 comentários:

amor disse...

Esse fruto, não será o símbolo de algo proibido... mas sim, de algo amplamente desejado e necessário, como pão para a boca...

AGRY disse...

O fruto é, de certa maneira, um elemento estranho!