sábado, 17 de julho de 2010
sábado, 26 de dezembro de 2009
REPRODUÇÃO DO AMOR
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
domingo, 29 de novembro de 2009
É NATAL

Nem é raro tão pouco que as crianças – ao verem tantas coisas atrozes – acabem por crer realmente que o menino Jesus não nasceu em Belém mas sim nos Estados Unidos.( Gabriel García Márquez)
Nas ruas agitam-se as promoções
os descontos e as liquidações
o consumismo reaparece
a crise, suspende-se
naturaliza-se a miséria
promovem-se jantares
distribuem-se uns cobertores
bolo-rei e uns sorrisos
na margem esquerda da vida
escava-se na sombra da miséria
sem-abrigo, refugiados,
vítimas da guerra
e seus desvarios
num natal de reaccionários
MENINA DOS OLHOS LINDOS

menina de olhos lindos
com sorriso de encantar
troque um sonho
por um olhar
por um beijo
por uma carícia
menina de olhos lindos
o que tanto a faz sorrir
um amor secreto
outros olhos
outros sorrisos
outros sonhos
Menina de olhos lindos
que sorriso o teu
janelas de ternura
rodopio de afectos
horizonte de desejos
perfumados de esperança
menina de olhos lindos
com sorriso de encantar
troque um sonho
por um olhar
por um beijo
por uma carícia
menina de olhos lindos
o que tanto a faz sorrir
um amor secreto
outros olhos
outros sorrisos
outros sonhos
Menina de olhos lindos
que sorriso o teu
janelas de ternura
rodopio de afectos
horizonte de desejos
perfumados de esperança
menina de olhos lindos
sábado, 14 de novembro de 2009
sábado, 31 de outubro de 2009
AS PALAVRAS
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
PRECÁRIOS
abandonados por Keynespelos deuses e por Satanás
pelos especuladores
pelos demagogos
pelos falsos profetas
em nome das crises sistémicas
inevitáveis como a fome
trabalhadores sem trabalho
vagueiam nas ruelas
da sobrevivência
tropeçam na indiferença
de governantes
parasitariamente instalados.
activos indiferenciados
estagiários-candidatos
estudantes-trabalhadores
jovens, casais e mulheres
migrantes-silenciosos
novas oportunidades
são o futuro da economia
subterrânea e obscena
no país-faz-de-conta
do desemprego permanente
da escravatura disfarçada
da pornografia financeira
da exploração sem limites
do cerco às liberdades
crescem como cogumelos
no quintal da indigência
mais trabalhadores
precários e descartáveis
como a ética e as politicas
putrefactas
de Estados abjectos
amplificadores e indiferentes
das desigualdades sociais.
caramelizadas em discursos
produzidos por ideologias
excludentes e intolerantes
decretam a invisibilidade
assobiam para o lado
provocando as vítimas
sombras inúteis e incómodas
de sociedades vazias
cruéis e desumanas
até às virilhas do egoísmo
sábado, 26 de setembro de 2009
MIGRANTES: CIDADÃOS INVISÍVEIS

No exílio
Os silêncios gritam
ambiguidades
pensamentos ausentes
lágrimas vestidas de raiva
impotência acomodada
Os silêncios gritam
ambiguidades
pensamentos ausentes
lágrimas vestidas de raiva
impotência acomodada
Os exilados
noutras geografias
polvilhados de nostalgia
de recusa e ostracismos.
perseguidos ou indiferentes
percorrem as ruas
da sobrevivência
convocando a amnésia
histórica adquirida.
No exílio
tragédias pessoais
crise identitária
pragmatismo
reprodução e regresso
ao(s) passado(s)
do outro
e de ninguém
Os exilados
pedreiros, estudantes,
mulheres a dias,
funcionários públicos
freiras e prostitutas
políticos arrependidos
quadros superiores
músicos, desportistas
representam esta multidão
heterogénea e descrente
ingénua e desconfortável
carne para canhão
bode expiatório
moçambicano, chinês
mexicano ou português
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
DESPERTO
aguardo-te,liberto dos silêncios
amordaçados
de vidas cruzadas
finalmente, desperto
ao amanhecer dos sonhos
exilados nos alvéolos
dos nossos desejos
quero trepar os muros
da noite
iniciar uma excursão
pelas entranhas dos afectos
percorrer-te
com a nostalgia
das madrugadas inquietas
coloridas pelo teu sorriso
e pelo teu olhar
povoados de ternura
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
OVERDOSE DE AFECTOS

adormecido ao lado do sonho
nascido e naturalizado
numa overdose de afectos
naquela noite de Agosto
iluminada em círculos
de sedução concêntrica
prolongou-se a madrugada
na adolescência de promessas
amanhecidas na infância
de desejos habitados
no imaginário moldado
no despertar libidinoso
escavado nas entranhas
perfumadas por deuses
exilados em noites
rodeadas de ternura
nascido e naturalizado
numa overdose de afectos
naquela noite de Agosto
iluminada em círculos
de sedução concêntrica
prolongou-se a madrugada
na adolescência de promessas
amanhecidas na infância
de desejos habitados
no imaginário moldado
no despertar libidinoso
escavado nas entranhas
perfumadas por deuses
exilados em noites
rodeadas de ternura
imagem daqui
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
EXPRESSO DO ORIENTE
a magia em carris
nos apeadeiros da ternura
e de olhares cúmplices
falámos do presente
de amor e de projectos
de afectos e viagens
do tempo, do que fomos
do que seremos
do nascer e morrer
a todo o instante
parados, de mão dada
na confusão dos sentidos
reconstituímos
e tropeçámos no amor
em curtas viagens
salpicadas de esperança
percorremos a paisagem
de emoções e silêncios
acordados em sonho
escavados na medula
das paixões
de desejos adiados
na magia do encontro
no expresso do oriente
tão próximo e tão distante
no estremecer da noite
nos apeadeiros da ternura
e de olhares cúmplices
falámos do presente
de amor e de projectos
de afectos e viagens
do tempo, do que fomos
do que seremos
do nascer e morrer
a todo o instante
parados, de mão dada
na confusão dos sentidos
reconstituímos
e tropeçámos no amor
em curtas viagens
salpicadas de esperança
percorremos a paisagem
de emoções e silêncios
acordados em sonho
escavados na medula
das paixões
de desejos adiados
na magia do encontro
no expresso do oriente
tão próximo e tão distante
no estremecer da noite
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
NUMA TARDE DE AGOSTO

Procurei ao acaso
percorri-te as origens
cruzámos o passado
viajámos numa noite
escura
habitada nos teus olhos
embriagados de ternura
vestida de desejos
gritavas silêncios
e gemidos em mágoas
cicatrizadas no abandono
de palavras ácidas
escavadas na angústia
trepei nos teus sonhos
ainda nublados
numa tarde de Agosto
tatuada de sorrisos
despi-te a tristeza
perfumei-te de afectos
sábado, 8 de agosto de 2009
ORGASMO
IMPÉRIO DA MENTIRA

Hoje vamos reunir
falaremos dos candidatos
das coligações, das sondagens
das influências e dos amigos
do acerto de contas
das tribos
da corrupção e do Poder
da mentira sórdida
mesquinha e anestésica
ah, também dos tribunais
e outras coisas mais.
Todos diferentes
todos iguais,
uns instalados
uns menos outros mais
falaremos da televisão
entrevistas, noticias
tempos de antena
e telejornais
falaremos do passado
das promessas
dos incumprimentos
e outras imbecilidades
casuais
falaremos da crise
do combate ao défice
da democracia moderna
do aumento da natalidade
de demagogia e
outros vendavais
Isto já é demais!
IMAGEM DAQUI
falaremos dos candidatos
das coligações, das sondagens
das influências e dos amigos
do acerto de contas
das tribos
da corrupção e do Poder
da mentira sórdida
mesquinha e anestésica
ah, também dos tribunais
e outras coisas mais.
Todos diferentes
todos iguais,
uns instalados
uns menos outros mais
falaremos da televisão
entrevistas, noticias
tempos de antena
e telejornais
falaremos do passado
das promessas
dos incumprimentos
e outras imbecilidades
casuais
falaremos da crise
do combate ao défice
da democracia moderna
do aumento da natalidade
de demagogia e
outros vendavais
Isto já é demais!
IMAGEM DAQUI
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
ESTILHAÇOS
domingo, 2 de agosto de 2009
RUAS ESTREITAS

em ruas estreitas
de amor mal iluminado
um homem e uma mulher
reinventam-se
na indiferença
em abandonos e recusas
percursos em silêncio
na solidão subterrânea
do tamanho da angústia
no horizonte da esperança
perfumada de desejos
acariciam o tempo
constroem pontes
despem as mágoas
nas entranhas da memória
na ternura das madrugadas
vagueiam pelos afectos
habitam o futuro
de amor mal iluminado
um homem e uma mulher
reinventam-se
na indiferença
em abandonos e recusas
percursos em silêncio
na solidão subterrânea
do tamanho da angústia
no horizonte da esperança
perfumada de desejos
acariciam o tempo
constroem pontes
despem as mágoas
nas entranhas da memória
na ternura das madrugadas
vagueiam pelos afectos
habitam o futuro
sábado, 25 de julho de 2009
quinta-feira, 16 de julho de 2009
ÀS SEXTAS, À NOITE

Bares entupidos
gente à procura
de um copo cheio
de qualquer coisa
estimulante e com gelo
muito gelo
falam do futuro
do Poder e dos outros
e de dólares.
caju e camisinhas
de fidelidades e álcool
nas sextas à noite
os bares são invadidos
por homens dependentes
desabitados e aturdidos
vazios, também
mulheres atentas
nas ruas do abandono
criancinhas com fome
velhos abandonados
violadores e assaltantes
à solta
políticos ,comerciantes
prostitutas, empresários
mendigos,
bares abarrotados
de gente empedernida
às sextas,
euforia e promiscuidade
rimam com crueldade
gente à procura
de um copo cheio
de qualquer coisa
estimulante e com gelo
muito gelo
falam do futuro
do Poder e dos outros
e de dólares.
caju e camisinhas
de fidelidades e álcool
nas sextas à noite
os bares são invadidos
por homens dependentes
desabitados e aturdidos
vazios, também
mulheres atentas
nas ruas do abandono
criancinhas com fome
velhos abandonados
violadores e assaltantes
à solta
políticos ,comerciantes
prostitutas, empresários
mendigos,
bares abarrotados
de gente empedernida
às sextas,
euforia e promiscuidade
rimam com crueldade
sábado, 4 de julho de 2009
ARBITRARIEDADE CONSCIENTE

Nas ditaduras burguesas,
democráticas, como se diz
todos,
democráticas, como se diz
todos,
rigorosamente todos
têm o privilégio
nascer e morrer
de fome ou de tédio
Vagueiam pelas avenidas
do bem-estar social
nascer e morrer
de fome ou de tédio
Vagueiam pelas avenidas
do bem-estar social
uns, assim-assim
outros,nem por isso
em viaturas de luxo
em transportes públicos
sempre iguais
uns menos, outros mais
privatizam os aviários
abandonam os pintainhos
soltam as raposas
é dia de festa
apostam na bolsa
no trabalho e nas vidas
que mais lhes convém
E os banqueiros, coitados!
verdadeiros heróis!
governantes, ministros
primeiros e segundos
tanta fé , esforço tamanho
empresários generosos
tão ardilosos!
Em tempo de défice
deficitário
anarquia organizada
prepotência suave
humanidade cruel
é possível combater
e recuperar a dignidade
outros,nem por isso
em viaturas de luxo
em transportes públicos
sempre iguais
uns menos, outros mais
privatizam os aviários
abandonam os pintainhos
soltam as raposas
é dia de festa
apostam na bolsa
no trabalho e nas vidas
que mais lhes convém
E os banqueiros, coitados!
verdadeiros heróis!
governantes, ministros
primeiros e segundos
tanta fé , esforço tamanho
empresários generosos
tão ardilosos!
Em tempo de défice
deficitário
anarquia organizada
prepotência suave
humanidade cruel
é possível combater
e recuperar a dignidade
quinta-feira, 18 de junho de 2009
CIDADE DIVIDIDA

O bairro é robusto
de ferro e cimento
ruas bem iluminadas
pintadas de negro
mar à vista
vivendas de encantar
piscinas, viaturas
topo de gama
aves de rapina
ao cair da noite
abandonam restos
de ferro e cimento
ruas bem iluminadas
pintadas de negro
mar à vista
vivendas de encantar
piscinas, viaturas
topo de gama
aves de rapina
ao cair da noite
abandonam restos
embalagens e comida
que outros procuram
no fundo do desespero
O outro é de caniço
sombrio e de terra batida
desesperançado de tudo
mabandidos à solta
linchamentos anunciados
estômagos e bolsos
recheados de nada
pessoas sem presente
desmantimentados
driblam a fome
mastigam raivas
cerram os dentes
sonham o futuro
que outros procuram
no fundo do desespero
O outro é de caniço
sombrio e de terra batida
desesperançado de tudo
mabandidos à solta
linchamentos anunciados
estômagos e bolsos
recheados de nada
pessoas sem presente
desmantimentados
driblam a fome
mastigam raivas
cerram os dentes
sonham o futuro
quinta-feira, 28 de maio de 2009
À PROCURA DE UM POEMA

No miolo das palavras
antecipo o sabor e o cheiro
de poemas intactos
desertores forçados
abandonados no tempo
de visibilidade nebulosa
invadidos pelo desalento
pelo medo e pelas armadilhas
de adjectivos à solta
barricados nas fronteiras
da linguagem blindada
opaca e obscura
rasgo entranhas
de pensamentos ociosos
cinzentos e incoerentes
ambíguos e frios
ausentes também
polvilhados de mágoas
percorrendo corpos
vasos e tecidos
à procura dum poema
refugiado no sangue
dum sobrevivente
doador de sonhos
antecipo o sabor e o cheiro
de poemas intactos
desertores forçados
abandonados no tempo
de visibilidade nebulosa
invadidos pelo desalento
pelo medo e pelas armadilhas
de adjectivos à solta
barricados nas fronteiras
da linguagem blindada
opaca e obscura
rasgo entranhas
de pensamentos ociosos
cinzentos e incoerentes
ambíguos e frios
ausentes também
polvilhados de mágoas
percorrendo corpos
vasos e tecidos
à procura dum poema
refugiado no sangue
dum sobrevivente
doador de sonhos
quinta-feira, 7 de maio de 2009
NO INFINITO TÃO PRÓXIMO
terça-feira, 28 de abril de 2009
AS LÁGRIMAS CAÍDAS
quinta-feira, 19 de março de 2009
O FUTURO
É preciso dar notícia
informar, mobilizar
que a resistência
à mudança
aprisiona a liberdade
convoca e legitima
a arbitrariedade
É preciso impedir
o regresso ao passado
o ressurgir dos medos
a violência gratuita
o sofrimento, a infâmia
o excesso de autoridade
o reino da impunidade
é preciso dar noticia
mobilizar, resistir
reproduzir a esperança
viabilizar a utopia
recuperar a dignidade
isolar e punir
os carrascos da liberdade
informar, mobilizar
que a resistência
à mudança
aprisiona a liberdade
convoca e legitima
a arbitrariedade
É preciso impedir
o regresso ao passado
o ressurgir dos medos
a violência gratuita
o sofrimento, a infâmia
o excesso de autoridade
o reino da impunidade
é preciso dar noticia
mobilizar, resistir
reproduzir a esperança
viabilizar a utopia
recuperar a dignidade
isolar e punir
os carrascos da liberdade
não podemos capitular
temos que acreditar e lutar
jamais mastigaremos silêncios
cumplicidades e medos
nada nos pode acorrentar
saberemos sorrir
lutar e avançar
é urgente extirpar
degenerescências
metástases e bloqueios
falsos profetas
plagiadores de sonhos
usurpadores
sem soçobrar
é preciso, pois
dar noticia, mobilizar
projectar e construir
o futuro sem armadilhas
nem ambiguidade
sem perder de vista
a humanidade
é preciso dar noticia
informar, divulgar
as ausências, os silêncios
o que sofremos
o pão suado
dizer não
ao regresso ao passado
domingo, 15 de março de 2009
O PROTESTO IMIGRANTE

Em estaleiros de vidas adiadas
homens e mulheres
enclausurados em guetos
de sociedades sem ética
acossados para a marginalidade
reciclados nas fronteiras
da indiferença
a pretexto de serem estrangeiros
estigmatizados pela origem
jazem na miséria e na perseguição
docilizam a revolta
reproduzem a exclusão
homens e mulheres
enclausurados em guetos
de sociedades sem ética
acossados para a marginalidade
reciclados nas fronteiras
da indiferença
a pretexto de serem estrangeiros
estigmatizados pela origem
jazem na miséria e na perseguição
docilizam a revolta
reproduzem a exclusão
NOTA: Click na imagem e aceda ao convite deste protesto
sexta-feira, 13 de março de 2009
AVESTRUZ
não somos muito racistas
não, não senhor!
eles é que não
gostam de nós
diz o patrão agitador
na urbe excludente
há cidadãos de cor
assim designados
por falso pudor
a companheira exilada
cozinha silêncios
com criança nas mãos
agressões e dor
bairros degradados
baixos salários
homicídios, assaltos
notícias de jornais
tráfico de droga
de pessoas também
todos diferentes
todos iguais
quem são os racistas
quem é o agressor
regressem à terra
isto já é demais
na urbe excludente
domina a intolerância
o combate dos lúcidos
esbarra com a arrogância
nos discursos oficiais
banalidades rituais
todos bonzinhos
nos telejornais
quarta-feira, 11 de março de 2009
MUTILADAS DE SILÊNCIOS
quinta-feira, 5 de março de 2009
VIAJEI NAS EMOÇÕES
domingo, 1 de março de 2009
NO ÚTERO DO PODER

No útero do Poder
ontem e hoje
sobretudo hoje
reapareceu o embuste
mascarado de desapego
filantropia rara
intensa e desértica
sorriso blindado
promessas ilusórias
assobiam, nas margens
da indiferença colectiva
do silêncio cúmplice
subvertem sonhos
reinventam o tempo
constroem muros
acariciam o umbigo
reclamam vitória
é imperioso e inadiável
percorrer a memória
estilhaçar grilhetas
resistir
incendiar a esperança
construir pontes
partilhar o pão
recuperar dignidade
ontem e hoje
sobretudo hoje
reapareceu o embuste
mascarado de desapego
filantropia rara
intensa e desértica
sorriso blindado
promessas ilusórias
assobiam, nas margens
da indiferença colectiva
do silêncio cúmplice
subvertem sonhos
reinventam o tempo
constroem muros
acariciam o umbigo
reclamam vitória
é imperioso e inadiável
percorrer a memória
estilhaçar grilhetas
resistir
incendiar a esperança
construir pontes
partilhar o pão
recuperar dignidade
sábado, 28 de fevereiro de 2009
NA SOLIDÃO SUBURBANA

Na solidão suburbana
acossado pela intolerância
relegado para as sarjetas
de sombrias ruelas
do submundo
de penúria e de ausências
exilado no quintal da vida
mastigando silêncios
vagueando nas proximidades
das florestas da hipocrisia
Perdido na noite
rasgou silêncios
muros e medos
forrados de redondas
acossado pela intolerância
relegado para as sarjetas
de sombrias ruelas
do submundo
de penúria e de ausências
exilado no quintal da vida
mastigando silêncios
vagueando nas proximidades
das florestas da hipocrisia
Perdido na noite
rasgou silêncios
muros e medos
forrados de redondas
palavras
escavadas na banalização
da indiferença
atropelando a memória
construída por trapos
de vida e de luta
escavadas na banalização
da indiferença
atropelando a memória
construída por trapos
de vida e de luta
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
MADRUGADOS NA ESPERANÇA
sábado, 14 de fevereiro de 2009
OUTRAS MADRUGADAS
pousado o sextante descansam horizontes
trilham veredas nas iniciáticas noites
por entre o empalidecer das formas
fundem-se em amálgama os sentidos
e nos derradeiros ósculos solares
últimos fulgores dos crepúsculos
aquietam-se cansados os corpos
não não são de água as suas sedes
revolvem nos lençóis as (in)certezas
gravitam em sonho e sonham infinitos
adormecem por fim em marés de luar
esperando o nascer de outras madrugadas
mariam 2009/02/13
trilham veredas nas iniciáticas noites
por entre o empalidecer das formas
fundem-se em amálgama os sentidos
e nos derradeiros ósculos solares
últimos fulgores dos crepúsculos
aquietam-se cansados os corpos
não não são de água as suas sedes
revolvem nos lençóis as (in)certezas
gravitam em sonho e sonham infinitos
adormecem por fim em marés de luar
esperando o nascer de outras madrugadas
mariam 2009/02/13
Nota: Não resisti transportar, para este espaço, um pouco (?) da sensibilidade de alguém que cultiva a amizade, como poucos
sábado, 6 de dezembro de 2008
DISFARÇADOS DE HERÓIS
sábado, 22 de novembro de 2008
EMBRIAGADO DE INCERTEZAS

A tortura das palavras,
rodeadas de ternuras
de mágoas e agressões,
desconstroem vidas
na aridez dum tempo
imaginado no vazio de
existências
embriagadas de incertezas
caminhando sem destino
temperando paixões
embebidas em palavras
tatuadas de carícias
estimuladas
no imaginário de desejos
vestidos de afectos
viajámos na esperança
mobilada de sonhos
percorridos por nós
rodeadas de ternuras
de mágoas e agressões,
desconstroem vidas
na aridez dum tempo
imaginado no vazio de
existências
embriagadas de incertezas
caminhando sem destino
temperando paixões
embebidas em palavras
tatuadas de carícias
estimuladas
no imaginário de desejos
vestidos de afectos
viajámos na esperança
mobilada de sonhos
percorridos por nós
sábado, 27 de setembro de 2008
CUMPLICIDADE

subverter o amor e reinventá-lo
clandestinamente
renascendo no calor dos desejos,
reduzindo a cinza as interferências
de predador ressabiado
refugiado na funesta
mediocridade dum sub-mundo
mergulhado em indignidades
clandestinamente
renascendo no calor dos desejos,
reduzindo a cinza as interferências
de predador ressabiado
refugiado na funesta
mediocridade dum sub-mundo
mergulhado em indignidades
alimentando afectos
incendiando sentidos
adormecidos
na esteira das nossas vidas
partilhadas na terra húmida
das madrugadas reeditadas
nos anexos do amor
por nós habitado
domingo, 7 de setembro de 2008
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
DENÚNCIAS CRUZADAS
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
VAGUEAR POR TI
quinta-feira, 7 de agosto de 2008
SEREIAS

Esculturais, de caudas majestáticas, seios redondos e irresistíveis ao tacto.
Percorri-as como se viajasse num mar rodeado de afectos com ondas crescentes de desejos incomensuráveis.
Percorri-as como se viajasse num mar rodeado de afectos com ondas crescentes de desejos incomensuráveis.
Sedutoras e sonhadoras como eu.
Habitámo-nos pela madrugada e ao cair do sol, invariavelmente!
A ideia de as procurar, nadando longas distâncias, sempre me seduziu.
A ideia de as procurar, nadando longas distâncias, sempre me seduziu.
Foi assim que encontrei estes seres mágicos.
Preencheram muitos dos meus sonhos de marinheiro frustrado.
Habitando no alto-mar onde me poderia refugiar?
Habitando no alto-mar onde me poderia refugiar?
Seus desejos, são como as ondas, imprevisíveis e incontroláveis
Talvez, a esta hora, elas me estejam habitando, doce e silenciosamente.
Talvez, a esta hora, elas me estejam habitando, doce e silenciosamente.
Sim, talvez num exercício de masoquismo, me tenha que submeter às suas implacáveis carícias. Talvez amanhã me lance, de novo, ao mar
quinta-feira, 31 de julho de 2008
IMPLODE A PAIXÃO
domingo, 27 de julho de 2008
ESCREVI UM SONHO

Adormeci no interior de palavras
aquecidas com o calor do teu corpo.
apelei aos sentidos.
no sangue e nas células
que alimentam os nossos afectos
incendeiam desejos
habitados por nós
aquecidas com o calor do teu corpo.
apelei aos sentidos.
no sangue e nas células
que alimentam os nossos afectos
incendeiam desejos
habitados por nós
escrevi um sonho
com imagens colhidas
nos nossos encontros
viajei pelo teu corpo
procurando-nos
num diálogo de surdos
renovado de esperança
quinta-feira, 24 de julho de 2008
DUNAS DE TERNURAS
quarta-feira, 23 de julho de 2008
MARINHEIRO

sonhei que era marinheiro
aprendi traçar a rota,
tirar ventos
Subir e descer velas
viajar pelo alto-mar
Contemplar o oceano
dormitar no convés
naveguei à vista
aprendi traçar a rota,
tirar ventos
Subir e descer velas
viajar pelo alto-mar
Contemplar o oceano
dormitar no convés
naveguei à vista
cruzei-me com sereias
de cauda translúcida
seios rijos e elegantes
lindas
com sorriso invisível
excitadas no olhar
perturbador, envolvente
enigmático como o sonho
segunda-feira, 21 de julho de 2008
AS PALAVRAS
sexta-feira, 18 de julho de 2008
VIAJANDO NA NOITE
segunda-feira, 7 de julho de 2008
PRISIONEIRO

Prisioneiro do teu sorriso
buscarei a sombra do teu corpo
a musica , o perfume
as cores das outras vidas
o brilho do olhar ancorado
na pele das palavras
cicatrizantes
o brilho dos seios rijos.
protegidos por mãos
experimentadas
iluminam o desejo
nas noites temperadas
de carências recriadas
de prazer envolvente
buscarei a sombra do teu corpo
a musica , o perfume
as cores das outras vidas
o brilho do olhar ancorado
na pele das palavras
cicatrizantes
o brilho dos seios rijos.
protegidos por mãos
experimentadas
iluminam o desejo
nas noites temperadas
de carências recriadas
de prazer envolvente
IMAGEM DAQUI
quinta-feira, 19 de junho de 2008
SOLIDÃO

Na solidão suburbana
Onde a multidão se perde
Entre tristeza e tristeza
Adormecendo as palavras
Mastigando os silêncios
Das palavras nuas
Transportar a esperança
Amar as estrelas
percorrer a memória
incendiar a paixão
temperada nas noites
húmidas e adiadas
IMAGEM DAQUI
Onde a multidão se perde
Entre tristeza e tristeza
Adormecendo as palavras
Mastigando os silêncios
Das palavras nuas
Transportar a esperança
Amar as estrelas
percorrer a memória
incendiar a paixão
temperada nas noites
húmidas e adiadas
IMAGEM DAQUI
terça-feira, 17 de junho de 2008
HABITAR-TE

Quero habitar-te
nos teus ombros nus
repousar as mãos
deslizar sem destino
vigiar o olhar
ancorar os receios
adormecer-te
à noite,
na esteira de todos os dias
despir-te as mágoas
reproduzir-te
nos sons ritmados
no quintal dos afectos
e na ternura das madrugadas
IMAGEM DAQUI
nos teus ombros nus
repousar as mãos
deslizar sem destino
vigiar o olhar
ancorar os receios
adormecer-te
à noite,
na esteira de todos os dias
despir-te as mágoas
reproduzir-te
nos sons ritmados
no quintal dos afectos
e na ternura das madrugadas
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